Aprendemos desde a infância que o homem é um ser social. De outra face, dessa convivência do homem em grupo nascem atritos, o que é perfeitamente natural. No trânsito não é diferente. Os usuários da via, por óbvio, também se relacionam, a exemplo dos condutores, pedestres, agentes de trânsito, autoridades.
Nessa conjuntura, há um tipo de pessoa que se destaca, principalmente porque ela é comum e de difícil convivência. É a pessoa com crise, ou síndrome, de "autoridade". Quem lida com o público sabe perfeitamente o que ocorre quando a dita "autoridade", não é imediatamente atendida ou tem seu interesse contrariado. É um perigo!. Santa ignorância!
Tudo se complica quando, no trânsito, a suposta "autoridade" comete uma infração e é flagrada pelo policial ou agente de trânsito. Há aquela que tenta demonstrar uma importância que não tem (e pensa que tem), e, com objetivo de se ver livre da autuação do agente de trânsito, tenta pressionar muitas vezes perguntado: "você sabe com quem está falando?", "Eu sou o...., sou amigo do.... ", "Vou falar com seu chefe...o chefe de seu chefe" etc.
Muitas dessas pretensas "autoridades" acham que a polícia tem que coibir apenas a ação de bandidos e os motoristas, em nenhum circunstância, devem ser importunados, especialmente elas, que se acham acima do bem e do mal. Por isso, tentam, a toda sorte, usar de sua força e influência para impedir que o agente de trânsito cumpra a sua obrigação imposta por lei, até porque, para a "autoridade" em crise, a norma existe apenas para o descamisado. Coitadas, esquecem que o trânsito pode matar e mutilar qualquer um, independentemente do seu "status" social.
Uma coisa é certa, a fiscalização de trânsito incomoda, pois ela constata quem desobedece as regras de trânsito, independente da condição social ou econômica de cada um, da função ou cargo público que exerça.
Ainda estamos muito longe de termos um trânsito seguro, que permita o pedestre sentir-se respeitado, em que as regras de circulação e conduta sejam cumpridas, que os índices de acidentes sejam reduzidos. Nós, simples mortais, almejamos um trânsito seguro, por isso temos de ter a consciência que existe um longo caminho a ser percorrido, e que todos, indistintamente, podem e devem ajudar, cada um fazendo a sua parte. Os motoristas, os pedestre e os usuários da via de um modo geral devem conhecer e respeitar as regras do trânsito, dando bons exemplos aos seus filhos e a toda sociedade.
Por trás daquele que se dirige ao agente de trânsito formulando a famosa pergunta: "você sabe com quem está falando?", esconde-se, senão um infrator de trânsito, ao menos um mal-educado, que, por pura ignorância ou aminésia, tenta ocultar um ser frustrado e infeliz. Coitado! Ele precisa é de um médico, de preferência na área de psiquiatria.
Autor: Wilson de Barros Santos. Advogado, Bacharel em Ciências Econômicas e graduando em Trânsito: Educação, Gestão e Legislação. Ten Cel Reserva da PMRO. Especialista em Trânsito pela Polícia Militar de São Paulo – SP (1990) e pela Polícia Militar do Distrito Federal (1997).
Nessa conjuntura, há um tipo de pessoa que se destaca, principalmente porque ela é comum e de difícil convivência. É a pessoa com crise, ou síndrome, de "autoridade". Quem lida com o público sabe perfeitamente o que ocorre quando a dita "autoridade", não é imediatamente atendida ou tem seu interesse contrariado. É um perigo!. Santa ignorância!
Tudo se complica quando, no trânsito, a suposta "autoridade" comete uma infração e é flagrada pelo policial ou agente de trânsito. Há aquela que tenta demonstrar uma importância que não tem (e pensa que tem), e, com objetivo de se ver livre da autuação do agente de trânsito, tenta pressionar muitas vezes perguntado: "você sabe com quem está falando?", "Eu sou o...., sou amigo do.... ", "Vou falar com seu chefe...o chefe de seu chefe" etc.
Muitas dessas pretensas "autoridades" acham que a polícia tem que coibir apenas a ação de bandidos e os motoristas, em nenhum circunstância, devem ser importunados, especialmente elas, que se acham acima do bem e do mal. Por isso, tentam, a toda sorte, usar de sua força e influência para impedir que o agente de trânsito cumpra a sua obrigação imposta por lei, até porque, para a "autoridade" em crise, a norma existe apenas para o descamisado. Coitadas, esquecem que o trânsito pode matar e mutilar qualquer um, independentemente do seu "status" social.
Uma coisa é certa, a fiscalização de trânsito incomoda, pois ela constata quem desobedece as regras de trânsito, independente da condição social ou econômica de cada um, da função ou cargo público que exerça.
Ainda estamos muito longe de termos um trânsito seguro, que permita o pedestre sentir-se respeitado, em que as regras de circulação e conduta sejam cumpridas, que os índices de acidentes sejam reduzidos. Nós, simples mortais, almejamos um trânsito seguro, por isso temos de ter a consciência que existe um longo caminho a ser percorrido, e que todos, indistintamente, podem e devem ajudar, cada um fazendo a sua parte. Os motoristas, os pedestre e os usuários da via de um modo geral devem conhecer e respeitar as regras do trânsito, dando bons exemplos aos seus filhos e a toda sociedade.
Por trás daquele que se dirige ao agente de trânsito formulando a famosa pergunta: "você sabe com quem está falando?", esconde-se, senão um infrator de trânsito, ao menos um mal-educado, que, por pura ignorância ou aminésia, tenta ocultar um ser frustrado e infeliz. Coitado! Ele precisa é de um médico, de preferência na área de psiquiatria.
Autor: Wilson de Barros Santos. Advogado, Bacharel em Ciências Econômicas e graduando em Trânsito: Educação, Gestão e Legislação. Ten Cel Reserva da PMRO. Especialista em Trânsito pela Polícia Militar de São Paulo – SP (1990) e pela Polícia Militar do Distrito Federal (1997).
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